Formação regional foi realizado na primeira semana de fevereiro de 2026, no Mosteiro da Anunciação, na Cidade de Goiás

Entre os dias 2 e 6 de fevereiro de 2026, a Cidade de Goiás sediou a 2ª etapa do Plano de Formação da Grande Região, realizada no Mosteiro da Anunciação do Senhor. O encontro reuniu agentes, lideranças e integrantes da caminhada pastoral locais e dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, em continuidade ao processo formativo articulado nacionalmente e construído a partir da experiência coletiva junto aos povos da terra.
Marcada por momentos de estudo, espiritualidade, partilha e convivência, a etapa teve como eixo central o aprofundamento do tema “Religião e religiosidades dos povos da terra: espiritualidades, ancestralidades e evangelho”. A programação buscou integrar reflexão teórica e experiências vividas nos territórios, fortalecendo a compreensão sobre as expressões de fé e cultura presentes no campesinato e nas comunidades tradicionais.
A retomada da temática “Quem é o campesinato? História e diversidades” aconteceu por meio da socialização dos trabalhos de campo realizados desde o último encontro, promovendo um rico intercâmbio de experiências e fortalecendo a identidade coletiva do processo formativo.




As reflexões contaram com a contribuição de facilitadoras e facilitadores convidados. O professor Valtuir Moreira abordou as perspectivas históricas e antropológicas da devoção popular e da cultura. Silvânia e Enery conduziram o debate sobre o uso das ervas como expressão de ancestralidade, cuidado e resistência. Frei Paulo refletiu sobre a presença de Maria e o papel das mulheres na Bíblia e nas práticas devocionais populares, enquanto Daniel Carvalho aprofundou o tema da devoção popular e sua relação com a ação pastoral.
A programação inclui ainda uma visita guiada ao Centro Histórico da Cidade de Goiás, passando por espaços de memória como o Museu da Boa Morte, a Igreja do Rosário e a Catedral da Diocese, com destaque para os Murais da Libertação e o testemunho de vida partilhado por Dona Maria Luiza.
O encontro se consolidou como espaço de fortalecimento da fé encarnada na vida do povo e da missão junto às comunidades, aprofundando vínculos e renovando o compromisso com a defesa da vida e dos territórios.