Atividades reuniram famílias do campo, pesquisadores e lideranças populares para compartilhar conhecimentos, experiências e estratégias de defesa dos territórios e da produção saudável


A Comissão Pastoral da Terra Regional Goiás (CPT Goiás) realizou, no dia 17 de junho, duas rodas de conversa durante a Agro Centro-Oeste Familiar 2026, realizada na Universidade Federal de Goiás (UFG). As atividades abordaram temas relacionados aos desafios enfrentados pelas comunidades rurais diante do avanço da mineração e às experiências de produção de alimentos livres de agrotóxicos.
A primeira atividade, realizada pela manhã, teve como tema “Terras raras e territórios: desafios e impactos da mineração para comunidades rurais em Goiás”. A roda de conversa contou com a participação da pesquisadora Jemima Tosta Vieira, da Universidade Estadual de Goiás (UEG), que contribuiu para o debate sobre a expansão das atividades minerárias e seus impactos sobre os territórios e as comunidades rurais.



O encontro possibilitou a troca de conhecimentos sobre os desafios colocados pela exploração de minerais estratégicos em Goiás, especialmente diante do avanço de projetos de mineração em diferentes regiões do estado. A atividade também reforçou a importância de ampliar o debate público sobre os efeitos sociais, ambientais e territoriais da mineração e sobre os direitos das comunidades que vivem e produzem nesses territórios.
No período da tarde, a CPT Goiás promoveu a roda de conversa “Produzir sem veneno: experiências e alternativas para uma alimentação saudável”. A atividade contou com a participação de lideranças de comunidades acampadas e assentadas da Reforma Agrária, que compartilharam ameaças vividas nos territórios e os desafios enfrentados pelas famílias camponesas para produzir alimentos de forma saudável e sustentável.
A partir das experiências das lideranças, o debate destacou a importância da agroecologia, da produção de alimentos saudáveis e da valorização dos conhecimentos construídos pelas comunidades camponesas. A troca de experiências também evidenciou a necessidade de fortalecer alternativas ao modelo de produção baseado no uso intensivo de agrotóxicos, defendendo uma agricultura que valorize a vida, os territórios e a saúde das comunidades.



As duas atividades reafirmaram a importância dos espaços de diálogo entre universidade, comunidades rurais, organizações sociais e movimentos populares. Para a CPT Goiás, levar esses debates para uma feira voltada à agricultura familiar também significa dar visibilidade às experiências e às lutas de quem vive no campo e constrói alternativas para a produção de alimentos e para a defesa dos territórios.